29 de abr. de 2009

Amor (latim amor, -oris) s.m: Desastre psicológico causado por excesso de carencia.


Não que eu esteja sofrendo por amor ou bancando a emo. Mas cá entre nós, quem diabos inventou o amor? Algum poeta maníaco que não sabia mais o que escrever sobre sua doença terminal e resolveu achar outra forma de impressionar seus leitores com palavras dolorosas sobre a tal mulher amada? Ou um mazoquista que precisava arrumar um meio de sofrer e inventou um tal amor pois ninguem aguentava mais os mesmos motivos de sofrimento da criatura? Ah, qual é! As pessoas hoje em dia se conhecem e no dia seguinte dizem que te amam e você, óbvia e estupidamente, responde: "eu também!" Eu também nada! Eu nunca te amei, nunca vou te amar, nunca vou me deixar cair na cilada de me declarar se daqui a uma semana ou duas eu vou ficar mais enjoada de você do que grávida quando vê buxada de bode. Vamos ser honestos um com o outro, ok? As famosas Zé Tabacas, como eu carinhosamente chamo aquelas retardadas que ainda acreditam que homem presta, ficam com o cara em uma noite e já tão super apaixonadas, matam e morrem pelo desgraçado e as vezes até se afastam das amigas porque o "boyzinho" tem ciúmes! Ah garotas! Quem vai ouvir o chororô irritante de vocês quando levarem um pé na bunda? Nós! As amigas queridas! Aquela a qual praticamente obrigou a ir embora da boate enquanto ela pegava o cara mais gato do mundo, porque o infeliz do teu namorado tava ligando pra encher o saco! Ai meu Deus! Ou então aquela que você ligou no dia do aniversário, inventando que o tio do primo do irmão da amiga do vizinho tinha fraturado o pé e você não poderia ir a super grande festa que por sinal, você tinha ajudado a organizar, pois levaria o coitado ao hospital! Dançou! Perdeu a festa do ano, queridinha! Nós, as amigas-cem-por-cento-pé-no-chão, sempre entendemos perfeitamente: Ninguem é perfeito! Portanto, sem querer acabar com todo o encanto desse sentimento tão puro, bonito e idiota que vocês acreditam existir, acordem meninas! O amor não passa de um problema psicológico causado por excesso de carência e falta de diversão. Mas nada que um bom psicólogo (as amigas!) e um remedinho no grau (a cana!) não possam resolver!
Ps: Nininha, querida! Especial pra você! :*

28 de abr. de 2009

"Vamos! Vai ter muita gente conhecida!"

Ok... E se eu não quiser ver muita gente conhecida? E se eu não SUPORTAR ver gente conhecida? Amigos, tudo bem... Mas e quando vem aquela figura que você sabe que conhece de outros carnavais, mas carnaval de mil novecentos e quanto? Como era o nome dele mesmo? E então, ele vem se aproximando para cumprimentá-la, como se te conhecesse a mil anos (mil carnavais, diga-se de passagem!) e você não faz a mínima idéia de onde conhece a figura! Hora de se esconder? Correr? Dizer na cara do singelo rapaz que não idéia de quem ele seja e pedir educadamente para que ele refresque sua memória e se identifique? Ou simplesmente pular do pescoço do rapaz (ou da moça!), da mesma forma que você sabe que ele está prestes a fazer e fingir que lembra exatamente quem ele é, fingir que não estava completamente bebada e que sua memória sempre foi a melhor do ensino fundamental? Não há muito tempo! Ele está a caminho e em um piscar de olhos, esta parado bem a sua frente lhe cumprimentando. Você cumprimenta o rapaz e se Deus quiser, ele some antes que você possa ao menos lembrar o nome dele! Ah, lembrei! Luciano! Grande Luciano! Era amigo do Wanderley que pegava a Marcelinha que era prima do Pedro que por um acaso é vizinho da Juliana! Como pude me esquecer do tal do Luciano? Nos vimos uma vez num boteco de esquina onde havia uma mesa com 25 pessoas que eu jamais havia visto na vida, em um dia onde a minha TPM estava muito, mas muito aflorada... Não seria difícil decorar todos os nomes, não acham?
Piores são aqueles que não se contentam de vir lhe cumprimentar com um super abraço (Você não lembra, mas contou todos os seus problemas pra aquele cara, naquele bar...), mas quando vêem sua cara, dizem indiscretamente: - "Oi! Lembra de mim?" E você, lógicamente, será educada e dirá: - "Claro! Como vai?" A criatura de Deus não se contenta com a sua resposta completamente "Classy" e solta um: - "Me conhece é? Aposto que nem lembra meu nome! Qual é meu nome?" Ora diabos! Não tenho obrigação de saber seu nome, nem seu CPF, nem onde você nasceu! Estava bebada quando te conheci e para ser sincera, só te aguentei porque estava completamente alcoolizada, pois você é um saco! Suas perguntas indiscretas são o supra-sumo da tosqueira e eu pretendia nunca mais ver você na minha vida, mas acho que deve ser algum tipo de carma encontrá-lo aqui! Agora se me dá licença, passar bem!
Oras, eu fui educada até o momento em que ele me faltou com educação, certo? Imaginem só... Duvidando de mim quando digo que o conheço! Mas será possível...