23 de fev. de 2013

 
Hoje, ao entrar no Facebook, vi sua foto. Na lista de amigos, lá estava seu sorriso. Por uma fração de segundo, eu parei e quis clicar, dizer "oi", perguntar como você estava. Não lembrei, não acreditei e de repente a verdade entrou na minha mente como um furacão. Foi tudo muito rápido. Não poderia dizer bom dia. A dor foi tão forte, uma sensação que jamais havia sentido. Como eu queria saber de você. Se estava bem, se estava feliz. Como seu dia estava indo. Como eu queria te contar da minha vida, das minhas escolhas, do meu emprego. Mas você não estava lá. Havia apenas a sua foto e o seu sorriso doce. Sua foto do perfil tão profissional quanto você sempre foi. Agora, são só lembranças.
As vezes, muitas vezes, me pego olhando o seu perfil. Querendo saber da sua vida, do que está passando. Insisto, desesperadamente, para que você poste algum outro filme, um novo projeto. Insisto para que você curta as minhas fotos, insisto para que as veja. Ou que poste do meu mural para que eu te ligue com urgencia. Entro e vasculho tudo o que posso, mas nunca encontro resposta. Você não posta, não curte minhas fotos, não fala de nenhum outro projeto. Por que não? Por que eu fico te buscando em vão, todos os dias? Eu sinto tanta a sua falta que me dói só de pensar.
Amanhã, quando acordar, provavelmente seguirei a mesma rotina. Te buscarei. Buscarei uma resposta. Esperarei em vão que vá me responder, me procurar, pedir para que eu te ligue. Amanhã meu coração vai partir lentamente, mais uma vez, ao saber que jamais terei a resposta que procuro.
Eu te amo, pai.

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