22 de jan. de 2014

Mães.



Mães. Quando somos jovens, acreditamos que nossas mães são simplesmente mulheres loucas que querem consertar seus erros em nós e arrumar um jeito para que façamos não o que queremos, mas o que elas querem. Como se não fossem suficientes os nossos choros de madrugada e a nossa necessidade de colo e de tê-las por perto vinte quatro horas por dia enquanto somos bebês, arrumamos um jeito de infernizar suas vidas quando somos adolescentes. "Não mãe, você não esta certa, nós nos amamos e ele é o homem da minha vida." ou "Não mãe, voce tem que me aceitar com piercings e cabelo roxo."
Com o passar dos anos, depois de muitas quedas, percebemos uma coisa: Mamãe estava certa! Não que se deva evitar os erros, que nos constroem no fim das contas. Mas quando se cresce, se percebe que mãe não é uma psicopata louca querendo controlar a sua vida, percebe-se que mãe é aquela pessoa que te ama tão incondicionalmente que não consegue ficar calada ao ver você se machucar.
Engraçado como o tempo consegue mudar a mentalidade das pessoas. Engraçado como o tempo e o amadurecento fazem com que os olhos se abram e façam com que você enxergue uma realidade não vista antes. O tempo faz com que você entenda que ninguem é perfeito e que se ela não aparou suas asas, não foi para que você não voasse, mas sim, para que você aprendesse a levitar antes de saltar em vôo livre.
Mães podem sufocar as vezes. Mães podem fazer você se sentir pressionada, controlada. Mas com os anos você descobre que a unica razao é a que amor de verdade não deixa a pessoa amada se machucar. Amor de verdade é tão profundo que se doer, dói em dois.
Amor de verdade é forte, concreto e intenso.
Isso é para todas as mães que entendem o amor por seus filhos e para todos os filhos que não entendem o amor de suas mães.
Mães não são loucas psicopatas controladoras. Mães só amam demais. E de verdade.


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